Precauções
sobre o gás natural como combustível
O GNV é o mais limpo dos combustíveis,
impossível de ser adulterado por estar
pressurizado e ser um gás, não afoga
como a gasolina, não condensa, não
estraga, não forma depósitos no
motor e ainda por cima não é tóxico. |
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Entretanto,
a cultura popular espalha a hipótese de redução
da vida do motor, de queima de junta do cabeçote,
de “secura” dos componentes. Vamos analisar
estas possibilidades:
Os eventuais problemas com o uso do gás natural
são filhos de um casamento suspeito: regulagem
errada e mau uso do carro.
Há quem queira gastar o mínimo possível e ao mesmo tempo, quer um carro mais econômico
e que não lhe traga problemas. As oficinas
menos técnicas querem baixar custos para poder
garantir a venda. Estes são os ingredientes
básicos do bolo de conversões de má
qualidade encontradas no mercado com uma freqüência
assustadora.
Algumas peças são muito importantes, como o
variador de avanço
. Só que isto tem custo e na tentativa de fazer o preço cair ao máximo, muitas oficinas não instalam o bichinho. Sem o variador, temos uma grande probabilidade de estouros, tecnicamente chamados de
back fire
.
Para fazer o carro ficar econômico, há quem use o recurso de reduzir a proporção de combustível/ar, provocando o que se chama de mistura pobre. Isto encurta a vida do motor que esquenta demais na câmara de combustão e aumenta muito o risco de back fire, sem falar no aumento de emissões de gases poluentes.
Não existe milagre, um carro precisa estar bem regulado com mistura ideal não só em marcha lenta, mas o tempo todo, seja numa subida a plena carga ou numa descida com freio motor. Isto só é
possível utilizando no mínimo um
kit
gerenciado
; a utilização do
variador
de avanço
para aumentar o tempo disponível
para queima do GNV e um sistema de ignição
– cabos, velas e bobina – em perfeito
estado. Com um correto nível de mistura, a
temperatura do sistema cai, preservando o motor. Refiro-me
ao "mínimo", pois existe o sistema
Injeção eletrônica Multiponto de gás
que produz resultados
muito melhores no que diz respeito a estabilidade, menor perda de potência e economia.
Se estes fatores forem satisfeitos, o único
problema que restará será a perda de
espaço no porta malas.
O motorista somente terá de se preocupar em
manter a gasolina em circulação no sistema
mantendo o veículo abastecido com cerca de
¼ já que a gasolina poderá estragar
no tanque após três meses sem uso.
Fizemos um teste muito interessante, rodando 330.000km com um carro a gás, veja detalhes
aqui
.
Silvio Carlos – Corpo Técnico Gás
Point
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